sábado, 3 de setembro de 2016

A presteza do inimigo oculto

Se é que podemos chamar de oculto, algo que é sumariamente feito às nossas barbas, com vistas apenas em prejudicar e retirar direitos adquiridos ao longo da história pelo povo. Um plano arquitetado de forma abusiva que visa apenas às facilidades de quem supostamente tem em mãos as rédeas da produção nacional, sendo que estas mãos apenas seguram as rédeas em uma mão e, na outra, o cabresto, e são incapazes de produzir o que quer que seja sem prevalecer-se de mão de obra barata e sucateada.
Irrelevante dizer que desde a descoberta pelos portugueses desta terra, o único inimigo que sempre foi combatido a ferro e fogo foi o povo, que é entendido e classificado como tal, sendo que a dita elite política foi capaz de criar um órgão apenas para que se controlasse o acesso destes à informação e, assim, não se rebele contra a “mão amiga que o alimenta”. Você não precisa acreditar no que eu digo, já que tudo que você precisa saber sobre isso, você encontra no livro “O Ministério do Silêncio”, do jornalista investigativo Lucas Figueiredo, que vem pagando um preço bem alto pela publicação desse livro.
Em minha forma de ver, quem paga a conta das mordomias abusivas dos parlamentares que se dizem representantes do povo, é o povo. E esse se rende ao açoite interminável, seja pagando impostos abusivos, seja sendo privado dos direitos constitucionais à educação, saúde e moradia e, em grande parte deste país, privado do sagrado direito à alimentação. Acredito que nós, que vivemos nas grandes cidades, não temos na mira dos olhos o estado de miséria que este país enfrenta, afinal, fazemo-nos de informados, recebendo apenas o que a grande mídia, cumplice, há muito tempo, das maracutaias que determinam a morte lenta e dolorosa de um povo, quer que vejamos.
Infelizmente, aqui, as grandes empresas, as significativas corporações de qualquer segmento e infalíveis meios de comunicação hereditários, associam-se aos grandes golpistas governamentais e manipulam estratégias e mentes desprovidas de iniciativa própria, fazendo com isso que as grandes massas se digladiem em praça pública, enquanto eles se refestelam com as riquezas aqui nascidas ou produzidas. É inadmissível que as pessoas não enxerguem as artimanhas e manobras feitas à luz do dia, desviando a riqueza do país para seus próprios bolsos. E, em contrapartida, lha dão apenas as sobras no cocho, isso até o dia que eles quiserem as suas sobras. Aí, meus amigos, nem isso você vai ter.
Por enquanto, vejam a extinção do seu 13º salário, das suas férias, do seu FGTS e compare com o que você e sua família recebem em troca. Educação, saúde e qualidade de vida? Só se for aí na sua baia, porque aqui, onde o galo canta e você não ouve porque está na labuta muito antes, um dia feliz é o dia que o açoite não acerta nas suas costas.
Tente ser feliz... se conseguir.

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