A preocupação que alguns brasileiros vêm
demonstrando sobre a candidatura para presidente da república dos Estados
Unidos da América, se mostra quase partidária para o lado democrata e sua
candidata Hillary Clinton, é compreensível a escolha de um lado, quando
do outro lado esta Donald Trump, um bilionário que além de explorar milhares de
funcionários utilizando os artifícios trabalhistas que aquele país tem, para
favorecer o empresariado e os grandes capitalistas, mas como se não bastasse
isso, sabemos de toda a história do candidato republicano que além de se
demonstrar abertamente e sem constrangimento, um machista, racista, xenofôbico
e plantar mais ódio no solo norte americano, colocando todos os muçulmanos no
mesmo patamar, ou seja, para Donald Trump, a luta não é apenas contra a ISIS
(sim, esse é o nome deles, me recuso a ofender o Islã, utilizando o termo que
deprecia todos muçulmanos), mas contra uma dita Islamização do Mundo, como se
isso já não tivesse ocorrido no passado e no presente, com a cristianização do
mundo no passado, com a evangelização protestante (essa no passado e no
presente). Donald Trump deixa claro seu ódio desprezo para com os mexicanos,
chegando ao ponto de prometer construir um muro que separe os dois países,
mexicanos que ajudaram a construir os EUA, parece que se esquece que grande
parte do território sul do EUA, na verdade foi roubado, tirado por vias bélicas
do México.
Temer esse presbiteriano que tem uma
visão armamentista, que além de deixar claro seu ódio e repúdio ao povo
mexicano e colocar todos os filhos do Islã no mesmo engradado religioso e
político, fazendo cidadão estadunidense verem todos muçulmanos como todos iguais,
sem levar adiante a discussão Sunita, Xiita etc., que envolve todo o Islã.
Optar por outro candidato para barrar um empresário que desacredita do
aquecimento global, chegando a colocar a culpa na China por “faláciar” essa
informação em credito próprio para se beneficiar na corrida comercial, é
compreensivo. Donald Trump com sua política nacionalista, branca de exclusão,
ganha apóio entre os norte americanos, que talvez sintam o mesmo que o
bilionário criador do bordão: “You´re Fired (do programa de reality Show norte
americano The Apprentice, ou seja, que os negros do País não merecem espaço
(fica claro ao ler a frase dita por Donald Trump:” Homem negro contando o meu
dinheiro, eu odeio isso.”), talvez pra ele, seja absurdo que ainda estejam
vivos, depois de tantas tentativas sociais de extermínio. Temer um futuro chefe
de Estado que deixa claro seu desprezo com o resto do mundo e mais claro ainda
que pretenda manter os EUA e sua política de “influência” no topo do mundo
capitalista, seja pela influência ou pelo poder bélico, afinal de contas, foi
ele próprio que deixou claro que o interesse dele com a Líbia é somente o
petróleo, se não for isso ele não tem interesse... que a vontade dele seria
ocupar os territórios que estão ocupados pelo ISIS e tomar as instituições
petrolíferas e coloca-las aos cuidados de multinacionais como a Exxon Móbil, e
ocupar, por completo, todos postos de petróleo. Diante desse rasteiro
diagnóstico do candidato Republicano a Casa Branca, Donald Trump, parece que
fica claro que o lado Democrata, com a candidata Hillary Clinton seria a melhor
escolha... mas ai que esta o nó!
Para nós aqui no Sul da América, pouco
importa quem sairá vencedor, alguns por esses lados tem a doce ilusão em
acreditar que um lado ou outro seria melhor para o Brasil, mas isso é mais uma
herança da nossa dependência estadunidense, seja cultural, política ou social. Mas
a filha de industrial que começou sua militância política do lado republicano,
que depois mudou de lado e se tornou notória no mundo ao casar-se com Bill
Clinton e se tornar o exemplo de submissão feminina, ao aceitar passivamente e
sorridentemente o adultério do seu marido, fato esse que deu mais simpatia
perante o povo norte americano, machista e sexista por natureza, fazendo dela
um “exemplo de mulher forte”, que supera com dignidade a traição do marido (confesso
que essa submissão já é mais que motivo para demonstrar a passividade sexual em
favorecimento ao seu parceiro, e mesmo que não seja realmente isso, que tenha
agüentado tudo isso, para proteger o então marido presidente, faz dela ainda
menos funcional para um País que enfrenta casos de machismo e sexismo desde sempre),
como se a mulher norte americana ainda dependesse de “seu homem”, tradição
sexista e machista de ambas as legendas. Casos suspeitos das ações ilegais da
empresa Whitewater ou mesmo de apóio ao ex-presidente George W. Bush e sua
guerra contra o Iraque, demonstra claramente que pouco importa para os povos
aqui em baixo dentre democratas e republicanos, pois eles governarão para o
sistema financeiro estadunidense, para as elites norte americanas e seu capital
especulativo que mantém a ordem do sistema como eles acham que deva ser
escolher descaradamente um lado nas eleições do norte e até defender esse lado,
é assumir a condição de eterna colônia cultural, financeira e territorial que
todos os países que não passam por embargo comercial tem.
Me deixa preocupado ao perceber que o
circo eleitoral norte americano chama atenção e joga os brasileiros a se
decidirem e escolherem um lado, mesmo sem fazerem à mínima idéia do complexo
processo eleitoral dos EUA.
Circo eleitoral com transmissão quase que de 24horas de prévias e
convenções, com recursos midiáticos impressionantes, que mobiliza toda a mídia
e tem IBOPE altíssimo, dignos de final de campeonato ou de mega shows, que
tenta convencer o eleitor, eleitor que no caso da democracia norte americana,
não tem assim tanto poder, ou melhor, dizendo, não esta no centro do sistema
eleitoral, isso graças ao sistema facultativo e indireto e de unidade
federativa, do sistema eleitoral norte americano.
Isso sem contar que para a maioria dos
brasileiros as eleições presidenciais dos EUA, só tem dois partidos em disputa (Democratas
e Republicanos), o que é um enorme erro, saiba que por lá existem diversos
partidos, de diversas correntes políticas e aspirações, mas que por motivos
aparentes da democracia norte americana, não são divulgados, nem expostos,
partidos como: Partido Verde, Partido da Reforma, Partido Libertário, Partido
da Constituição, Partido Comunista dos Estados Unidos, Partido dos Cidadãos dos
Estados Unidos, Partido dos Socialistas dos Trabalhadores entre outros, e
claro, esses não tem muito espaço e quase espaço algum comparados com os outros
dois partidos majoritários no País da “liberdade”, nem midiático, nem
ideológico ou de debates, o que os fazem quase que completamente desconhecidos
para os eleitores norte americanos, imaginem então para o resto do mundo.
Donald Trump e Hillary Clinton, são faces
opostas da mesma moeda, podem parecer diferentes, mas são exatamente iguais,
eles governarão para manter o País como a potencia (exploradora) cultural e
financeira do mundo, odiando abertamente os mexicanos e construindo muros, ou
dificultando a entrada e permanência deles em solo norte Americano,
seja declarando abertamente guerra aos países Islâmicos (mesmo que esses não
estejam sobre o controle do ISIS, mas tem petróleo e gás) ou sorridentemente
manter embargos e restrições, que muitas vezes tem resultados próximos deixados
por uma guerra, ambos, serão presidentes dos Estados Unidos da América do Norte
e para Democratas e Republicanos, o destino são os mesmos, eles apenas fazem
jogos diferentes, mas no fim tudo estará nas mesmas mãos.